Você já se identificou com pelo menos uma das frases a seguir?
“Sou muito velho/novo para isso.”
“Passarei a vida toda sozinho.”
“Não é possível ser feliz no trabalho, porque trabalho é só obrigação.”
“Não conseguirei porque não tenho sorte.”

Estas frases são exemplos de crenças limitantes.

Uma crença limitante é aquela que decorre de pensamentos, inconscientes ou não, que encaramos como verdades absolutas.
Estes pensamentos podem ter diversas origens:
Crenças pessoais: são aquelas experiências que foram vividas pela própria pessoa, levando-a a desenvolver certos bloqueios. Exemplo: quando criança, a pessoa tirou uma nota muito baixa em matemática, por isso, ela acredita que jamais saberá lidar com números, excluindo a possibilidade de seguir em uma carreira na área das ciências exatas.
Experiências e crenças hereditárias: são aqueles que têm relação com a maneira como fomos criados, as ideias e comportamentos que observamos e reforçamos durante a nossa vida inteira. Exemplo: pais que exigiram e cobraram demais o filho, por duvidarem da sua capacidade ou por compararem o filho mais velho com o filho mais novo, ou um filho que cresceu vendo seus pais discutindo e, por isso, chega à fase adulta acreditando que os relacionamentos amorosos nunca dão certo.
Medo ou desculpa: tudo aquilo que você utiliza como desculpa para deixar de fazer algo ou quando deixa de tomar determinada atitude por medo de falhar. Exemplo: você diz que não tem os requisitos necessários para se candidatar em uma vaga, mas, na verdade, está com preguiça de ir atrás da papelada necessária para participar do processo seletivo, ou prefere não ir porque está com receio de ser reprovado.
Círculo social: as vivências das pessoas ao seu redor podem te influenciar. Exemplo: ao descobrir que um amigo seu foi assaltado em um determinado lugar, você toma como verdade absoluta que aquela localização é extremamente perigosa, decidindo não frequentá-la mais.
Sociedade: às vezes a sociedade impõe alguns padrões que geram algumas crenças limitantes. Exemplo: quando a indústria da beleza estipula parâmetros quase inalcançáveis, estimulando pensamentos negativos como “jamais vou conseguir ter aquele corpo perfeito” é um tipo de crença que impossibilita qualquer outra forma de satisfação que não seja aquela.

Por que temos crenças limitantes?

Na maioria das vezes, as crenças limitantes atuam como mecanismos de defesa. É o que acontece quando, em um determinado momento, você sofre com algum episódio específico e, agora, toda vez que este gatilho é acionado, o seu subconsciente dá um jeito de tentar bloqueá-lo.

Para identificar quais são as suas crenças limitantes, lembre-se de algo que você gostaria de ter feito, mas não fez.

Qual foi a sua justificativa para não realizar esta atividade? Reflita se esta atitude foi baseada em uma crença limitante ou não.

Encontrei uma crença limitante. E agora?

Se você encontrou uma crença limitante que, geralmente, guia alguns hábitos seus, saiba que é necessário substituí-la por uma nova crença fortalecedora.

É claro que, primeiramente, você precisa querer mudar e tomar esta decisão, afinal a força de vontade é primordial aqui. Depois, você pode seguir um processo que é muito eficaz para desconstruir crenças limitantes.

1. Escreva sua crença limitante em um papel. Exemplo: “não consigo falar em público”.
2. Detecte as ideias limitantes, o diálogo interno ou os comportamentos que geram este pensamento. Exemplo: “Eu preciso falar muito bem em público, senão as pessoas pensarão que eu sou estúpido”.
3. Questione-se: quando você pensa em falar em público, quais são as emoções indesejadas que você sente? Exemplo: ansiedade.
4. Reflita se esta crença é lógica, se existe alguma evidência. Exemplo: se você não falar bem em público, será que as pessoas realmente pensarão que você é estúpido? Que fundamento tem essa ideia?
5. Substitua por uma nova crença, uma crença fortalecedora. Exemplo: “não existe nenhuma evidência de que as pessoas pensam que sou estúpido por não falar bem em público. Ter essa ideia me deixa ansioso e mais propício a atuar mal. Eu posso me preocupar, mas não ficar ansioso em relação à apresentação”.
6. Desafie a nova crença, gerando uma oportunidade para si mesmo de enfrentar novamente a situação. Então reflita sobre como você se sentiu quando o evento aconteceu, o que estava falando para si mesmo que lhe trouxe este sentimento e como desafiou sua própria crença limitante.

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