Desenvolver habilidades como autoeficácia, autodeterminação e autoconcordância é fundamental para realizar um bom trabalho em casa

O home office chegou para ficar. Pelo menos isso é o que indicam diversos estudos, como o que reuniu pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento recém-divulgado, o teletrabalho é possível para 22,7% das ocupações no Brasil. Ou seja, uma em cada cinco profissões no País pode adotar home office.

Essa pesquisa a nível internacional apontou Luxemburgo, na Europa, como a nação com maior potencial de trabalho remoto, que poderia se aplicar a 53,4% das ocupações. Já Moçambique, na África, é o que tem o menor índice: apenas 5,24%.

Dentre as ocupações analisadas, os maiores percentuais de probabilidade de teletrabalho estão nos grupos profissionais das ciências e intelectuais (65%), diretores e gerentes (61%) e trabalhadores de apoio administrativo (41%). Enquanto membros das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares, por exemplo, a probabilidade foi estimada em 0%.

Para trabalhar diretamente de casa, existem muitos elementos que também podem ser considerados. Habilidades comportamentais como autoeficácia, autoconcordância e autodeterminação são essenciais para o profissional que exerce suas atividades longe da equipe. Isso sem falar em outras características fundamentais para se chegar a bons resultados, como a capacidade de definir objetivos, entrar em ação, ter otimismo e esperança.

Que tal conhecer melhor o que cada um desses termos significa?

Autoeficácia é o combustível que nos estimula a alcançar um determinado objetivo, atingir a alta performance e obter resultados cada vez melhores, apesar das adversidades.

A crença na autoeficácia tem sua origem na “Teoria Social Cognitiva”, elaborada pelo psicólogo Albert Bandura, professor da Universidade de Stanford.

De uma maneira bem simples, podemos definir a autoeficácia como o julgamento que cada pessoa faz da sua capacidade para realizar alguma ação específica ou um conjunto de ações.

O que você ganha ao aumentar a autoeficácia?

No âmbito profissional, o principal benefício é o aumento de confiança em relação a forças e habilidades.

Ao elevar o nível de autoeficácia, o profissional trabalha com mais afinco, plenitude e apresenta menos reações emocionais adversas ao lidar com dificuldades.

A autoeficácia também está atrelada ao aumento de bem-estar e florescimento pessoal. Isso porque a crença na própria eficácia pode influenciar as pessoas emocionalmente, diminuindo o nível de estresse, ansiedade e depressão.

Autodeterminação nada mais é do que a capacidade de cada um de nós em trabalhar a motivação em todos os níveis da nossa vida.

A autodeterminação é o ato de escolher e decidir por si, ou seja, iniciar ações por vontade própria.

Quem possui um alto nível de autodeterminação tende a ser uma pessoa intrinsecamente motivada.

A motivação intrínseca ocorre quando você escolhe fazer algo pelo prazer que isso lhe dá, e não por suas possíveis consequências.

Em contrapartida, quando você está extrinsecamente motivado, a satisfação não vem da atividade em si, mas porque precisa obter um determinado resultado externo.

A autodeterminação, por fim, também está ligada à Autoconcordância, que quer dizer estar de acordo consigo mesmo.

Pessoas autoconcordantes perseguem seus objetivos com a convicção de que estão expressando escolhas livres e autênticas, em vez de serem controladas por forças externas.

Quando as pessoas estão intrinsecamente motivadas, elas experimentam interesse e prazer, sentem-se competentes e percebem a fonte de seu comportamento como sendo interna.

Em alguns casos, experimentam o flow, estado otimizado de motivação que contribui para o desenvolvimento de competências, elevação da performance e aumento dos níveis de bem-estar.

 

 

 

10 dicas para tornar seu home office mais produtivo

Em tempos de coronavírus (covid-19), trabalhar em casa é uma das saídas para diminuir o contágio da nova doença.

O trabalho remoto é uma novidade para algumas pessoas, mas não chega a ser um bicho de sete cabeças!

Exige rotina e disciplina, como acordar no mesmo horário e fazer uma programação para se tornar mais produtivo.

Se você parar para pensar, os três conceitos que eu expliquei anteriormente estão ligados a um só: o engajamento.

Pensando nisso, separei 10 dicas que podem ajudá-lo a se motivar e tornar o seu home office ainda melhor:

 

  1. Mantenha a rotina normal: mesmo em casa, é importante tirar o pijama e se arrumar. Isso ajuda a manter a confiança e evita aquela preguiça.

 

  1. Estabeleça um espaço próprio para trabalhar: opte por lugares claros e frescos, preferencialmente isolado.

 

  1. Deixe o ambiente sempre limpo e organizado: também não se esqueça de manter suas ferramentas perto de você, como papéis, canetas e post-its.

 

  1. Mostre em casa que está ocupado: principalmente para quem tem crianças, pode ser difícil estabelecer uma divisão clara entre estar trabalhando e estar disponível.

 

  1. Esteja em contato com sua equipe: seja por Skype, Google Hangouts, WhatsApp ou e-mail, combine com o time a melhor estratégia para comunicação.

 

  1. Cuide da qualidade de vida: reserve momentos na agenda para levantar da mesa, caminhar pela casa, se alimentar e beber água.

 

  1. Descubra qual é seu pico de produtividade e a melhor dinâmica de trabalho: algumas pessoas são mais produtivas de manhã e quando interagem com colegas. Outros preferem a tarde, ouvindo música e sem falar com ninguém.

 

  1. Fuja das distrações: não programe tarefas de ordem pessoal no horário reservado para o expediente. Evite agendar consertos e entregas residenciais, por exemplo. Tenha disciplina!

 

  1. Comprometa-se com as entregas e planeje-se: para manter a produtividade, é importante concentrar o foco na tarefa que está sendo realizada. Uma boa ideia é criar listas de prioridades.

 

  1.  Paciência e empatia: qualquer processo de mudança no trabalho exige um tempo para adaptação e terá desafios inesperados. No caso atual, preocupações com a saúde e o cenário incerto prejudicam a todos.

 

Minha dica final…

Você sabia? Pessoas que sabem gerenciar o tempo têm competências comportamentais bem desenvolvidas.

Trabalho em equipe e outras habilidades interpessoais também ganham importância neste momento, quando a palavra de ordem é a confiança.

Para tanto, são fundamentais três pontos:

Inteligência emocional: esteja atento às suas emoções, pois o estresse e a ansiedade podem aumentar. Evite o isolamento virtual. Uma boa ideia é interagir com os colegas de trabalho, oferecendo apoio sempre que possível.

Gerencie suas expectativas: seja claro para que a mensagem transmitida chegue ao seu interlocutor sem ruídos e a comunicação seja, de fato, efetiva. A tecnologia facilita muito, mas, ainda assim, quando estamos longe, explicar pela metade é um risco.

Escuta ativa: prestar atenção ao que outro está dizendo vale em todos os momentos da vida, sobretudo agora. Dedique-se a ouvir verdadeiramente e não ficar supondo o que cada um pensa.

 

Depois de todos esses aprendizados, o que você pode colocar em prática a partir de agora? Conta para mim aqui nos comentários!

 

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