Para comemorar o mês da felicidade, conheça uma técnica muito simples de colocar em prática para você ser mais feliz

Você gostaria de desfrutar de uma vida mais plena, significativa e feliz?

Já que, no próximo sábado, 20 de março, comemoramos o “Dia  Internacional da Felicidade”, que tal conhecer mais sobre a psicologia positiva e, de quebra, aprender uma técnica muito simples de colocar em prática?

Então, continue por aqui para descobrir como criar o seu “Plano de Florescimento Pessoal”.

 

Mas, afinal, o que é florescimento?

Para entender o que é florescimento, primeiro eu preciso falar sobre a felicidade.

Segundo o filósofo grego Aristóteles, nós encontramos a felicidade quando usamos nossos talentos na potencialidade máxima e satisfazemos nossos valores. É por isso que a felicidade é tão diferente para cada pessoa.

Flourishing, ou “florescimento” em português, é um termo cunhado por Corey Keyes, sociólogo e psicólogo da Universidade Emory, dos Estados Unidos.

Essa palavra é usada como uma espécie de conceito expandido de felicidade e bem-estar.

De acordo com Keyes, florescemos quando estamos repletos de emoções positivas e funcionando bem, psicologicamente e socialmente.

Esse processo de funcionamento positivo do ser humano também tem sido pesquisado há anos por Martin Seligman.

Para o criador da psicologia positiva, “florescimento” é um termo escolhido para denominar a felicidade autêntica.

A psicologia positiva explora, basicamente, três níveis de estudo.

O primeiro é o de experiências subjetivas, que abarca benefícios relativos a bem-estar, satisfação, esperança e otimismo, flow e felicidade.

O segundo nível promove melhorias em habilidades interpessoais, sensibilidade estética, perseverança, perdão, espiritualidade e a capacidade de amar.

Já o terceiro nível, das instituições, estimula virtudes cívicas referentes à cidadania, como responsabilidade, altruísmo, tolerância e ética no trabalho.

O florescimento, portanto, decorre desses três níveis, que, juntos, promovem o bem-estar dos indivíduos.

Florescer propicia um grau maior de criatividade e uma mente mais resistente às adversidades cotidianas, além de um sistema imunológico mais eficiente.

Combinados, esses elementos constroem o conceito de resiliência, ou seja, a capacidade de enfrentar os desafios da vida sem perder a integridade.

Aqueles que florescem ainda conseguem alcançar uma renda mais elevada em suas profissões. E têm condições de alavancar também o florescimento de suas comunidades, escolas, empresas e instituições.

Pessoas que apostam no florescimento e conseguem aumentar seu bem-estar mantêm relações mutuamente satisfatórias. Também veem mais sentido em suas atividades e têm um senso de controle sobre diversas áreas de suas vidas. São esperançosas e otimistas, estabelecem metas, engajam-se em realizá-las e superam melhor os obstáculos ao longo do caminho.

Ser plenamente funcional, ou seja, florescer, está diretamente relacionado a enfrentar situações das mais variadas e se recuperar após esse enfrentamento.

Essa estratégia depende basicamente de como você administra seus afetos positivos e afetos negativos.

Caso encontre um significado positivo na experiência, consegue realizar a tarefa e superar progressivamente suas limitações.

Com o tempo, por ter uma mente cada vez mais equilibrada, as pessoas que florescem passam a ter mais foco no presente e a serem mais conscientes de suas emoções. Também tornam-se mais autocontroladas, flexíveis e empáticas.

Mas, afinal, qual é a melhor maneira para começar a ganhar todos esses benefícios?

O que eu diria para você é: permita-se florescer!

Isso significa agir para que esse processo ocorra.

O que você pode fazer?

  • Nutrir emoções positivas em relação à vida.
  • Utilizar forças e talentos de forma engajada tanto na vida pessoal quanto no trabalho.
  • Realizar objetivos cheios de propósito.
  • Viver relacionamentos positivos e construtivos.
  • Ter autoestima, resiliência, esperança e determinação.

Como criar o seu “Plano de Florescimento”

A primeira etapa para quem deseja florescer é criar o seu próprio “Plano de Florescimento”. Para isso, vou ensiná-lo a encontrar o seu “eu ideal”.

Agora, você pode estar se perguntando: o que é “eu ideal”?

É um dos conceitos abordados por Richard Boyatzis e Annie McKee na Teoria da Mudança Intencional.

Segundo os autores, a mudança sustentável tem como ponto de partida a descoberta do “eu ideal”, ou seja, a pessoa que realmente queremos ser.

Um estudo com a utilização de ressonância magnética demonstrou que o foco no “eu ideal” produz uma intensa estimulação do córtex visual.

Isso ocorre, por exemplo, quando uma pessoa passa 30 minutos falando de sua visão pessoal e de seus desejos.

Trata-se de uma área do cérebro associada ao processamento visual e à imaginação. Ao ser estimulada, ela desencadeia um processo crucial para motivar o aprendizado e a mudança comportamental.

Está preparado para descobrir como colocar isso em prática? Então, vamos ao passo a passo:

Passo 1 – Para começar, eu preciso que você pegue quatro folhas e uma caneta.

Com esse material em mãos, primeiro você vai escrever o nome de cada um dos 4 domínios do bem-estar em papéis diferentes.

  • Físico e psicológico.
  • Social
  • Comunitário.
  • Carreira (que está ligado também às finanças e à prosperidade).

Passo 2 – Depois, você vai pegar folha por folha e vai dividi-la em três partes.

Na parte 1, você deve escrever qual é o seu “Eu Ideal”: a pessoa que você quer ser.

Na parte 2, você deve avaliar o seu “Eu Real”: a pessoa que você é agora.

Já na parte 3, você deve planejar a mudança: o que você precisa alterar, adquirir, aprender ou se tornar para alcançar o seu “Eu ideal”.

Você vai responder esses três tópicos nas quatro folhas em branco que representam os domínios do bem-estar.

Somente quando terminar, é o momento de partir para o passo 3, ou seja, refletir sobre as respostas que você deu e tirar conclusões.

Passo 3 – Algumas questões que podem ajudá-lo em sua reflexão são:

Quais são as principais semelhanças entre o seu “eu ideal” (a pessoa que você quer ser) e o seu “eu real” (a pessoa que você é agora)?

Em que área ou áreas do bem-estar essas semelhanças são mais acentuadas?

Qual é a importância dessas áreas para você?

Quais são os principais pontos de seu planejamento para a mudança?

O que você não pode deixar de fazer, em hipótese nenhuma, para que seu planejamento funcione?

O quão motivado você está para dar início a essas mudanças?

O que você tem a ganhar com elas?

O que precisa ser feito amanhã, na semana que vem, no próximo mês ou no ano seguinte?

Gostou das dicas?

Aproveite e inspire-se! Extraia desse exercício uma poderosa motivação para alcançar os seus objetivos.

Quando puder, conte aqui embaixo nos comentários como está sendo essa experiência para você!

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