Desejo unânime indefinível, a felicidade é inerente à natureza humana. Cada pessoa busca aquilo que a torna plenamente realizada. O hit Happy de Pharrell Willian arrebatou o mundo ao convidar as pessoas a cantar, dançar e bater palmas ao som da canção que, em um dos trechos, diz: “Bata palmas, se sente que a felicidade é a verdade. Bata palmas, se sabe que a felicidade é para você. Bata palmas, se sente que isso é o que você quer fazer”.

É essa busca que move e estimula o ser humano a encontrar forças para viver com plenitude. Mas, para encontrar esse bem tão precioso, é preciso antes entender o que torna o ser humano mais ou menos feliz e como administrar os percalços que impactam nessa busca.

E a ciência tem muito a dizer sobre felicidade. Em março de 2020, na Expo Felicidade, teremos um mês dedicado a falar sobre o assunto. Ao lado de especialistas internacionais e lideranças, vamos mergulhar nas descobertas da psicologia positiva e aprender a ciência da felicidade na prática. Mas voltemos à ciência.

Desde a década de 1960, estudiosos de diversas universidades, com destaque para as universidades da Pensilvânia e de Harvard, se debruçaram em estudos sobre a felicidade. Neste período, Martin Seligman* e outros pesquisadores fundaram a psicologia positiva e o conceito do florescimento humano, contribuindo de forma essencial para as descobertas atualmente aceitas e valorizadas.

Com a psicologia positiva, relações interpessoais, propósito, satisfação e motivação deixaram de ser abstratas e passaram a ser analisadas de forma sistemática e científica. O objetivo é fazer com que as pessoas adquiram competências para lidarem com desafios. A partir disso, qualidades, virtudes e forças pessoais, habilidades natas que pouco exploramos por não serem reconhecidas ganharam relevância. Envolvidas neste processo, estão as emoções positivas, capazes de ampliar a percepção, capacidade de raciocínio e os recursos internos que precisamos para lidar com situações adversas e de estresse.

Dados que medem o índice de felicidade no Brasil e no mundo trazem um alerta. A fama brasileira de país de gente feliz, não se comprova mais, de acordo com pesquisa do Instituto Ipsos divulgada em setembro deste ano. O estudo avaliou a felicidade da população de 28 países e detectou que, se compararmos ao ano anterior, os brasileiros estão menos felizes em 2019. 61% dos entrevistados no País consideram-se muito felizes ou felizes, uma queda de 12% em relação à última edição em 2018, quando o resultado foi de 73%. No mundo, o índice de felicidade também caiu de 70% para 64%.

Pela mesma pesquisa, a saúde e o bem-estar físico são considerados fonte de felicidade para 65% dos brasileiros, ocupando o primeiro lugar entre as 29 fontes de felicidade citadas. Em segundo lugar, está o quesito “ter um emprego que faça sentido” (62%), seguido por “sentir que a vida faça sentido” (59%).

A edição 2019 do World Happiness Report, produzida com o apoio da consultoria Gallup e da Organização das Nações Unidas (ONU), que monitora o estado da felicidade no mundo, também corrobora com a queda do índice de felicidade do brasileiro. Ela compilou dados de 156 países entre 2016 e 2018, para chegar aos países mais felizes. Este ano, o Brasil, novamente, caiu no ranking da felicidade, perdendo quatro posições: passou do 28º lugar para o 32º. A verdade é que é o nível de felicidade no País vem caindo ano a ano. Em 2017, o Brasil ocupava a 22ª colocação e, este ano, está 10 posições abaixo.

Os resultados de ambos os estudos comprovam o que a ciência concluiu há algum tempo: a felicidade não é algo que cai no colo. É preciso querer ser feliz e praticar essa busca. Para isso, é preciso trabalhar e aprimorar emoções positivas, lidar bem com as adversidades, construir bons relacionamentos pessoais e profissionais, buscar realizações que façam sentido na vida dela, buscar valor emocional.

Não se trata de receita de bolo, mas de décadas de pesquisas e estudos. E diante de tudo que a ciência já comprovou, existem boas atitudes para se debruçar rumo à felicidade e o bem-estar. Nesta jornada, a psicologia positiva é o que há de melhor e mais contemporâneo na ciência para aqueles que buscam alcançar a felicidade autêntica. Pronto para uma imersão em busca da sua felicidade?

*Martin Seligman – psicólogo americano, reconhecido como fundador da psicologia positiva, PhD e professor da Universidade da Pensilvânia, onde dirige um departamento exclusivo sobre a ciência. Ficou conhecido como “doutor felicidade” depois de estudar, por mais de 20 anos, como é possível ser mais feliz e lançar livros como Felicidade Autêntica e Florescer.

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