Para comemorar o Dia Nacional do Voluntariado (28/08), decidi recomendar uma reflexão – ou se preferir – uma questão desafiadora: você acredita, realmente, que fazer o bem ao próximo pode ser divertido?

Para quem tinha alguma dúvida, é hora de reconsiderá-la. Pois a ciência mostra que fazer o bem, literalmente, com o perdão da repetição, faz bem para todos nós.

Sim, fazer o bem trará resultados positivos para a sua mente e para o seu bem-estar. Não é só uma questão moral ou filosófica, e a Psicologia Positiva nos ajuda a entender este efeito.

Um estudo do Dr. Martin Seligman, com o sugestivo título de “Filantropia versus Diversão”, mostrou que fazer o bem nos deixa mais feliz. O ponto de análise foi um experimento em que o professor dividiu seus alunos de psicologia em dois grupos. O primeiro deveria praticar atividades prazerosas, como assistir a um filme. O segundo deveria se engajar em ações filantrópicas, e um dos exemplos foi o de servir refeições para pessoas carentes.

Quando as emoções e sensações experimentadas pelos dois grupos foram avaliadas, constatou-se que os estudantes engajados em ações filantrópicas tiveram um aumento de bem-estar muito mais duradouro do que os demais. Ou seja, um trabalho voluntário pode ser uma ferramenta poderosa para gerar mais felicidade, diversão e até credibilidade (social e profissional) para a sua vida.

Segundo Seligman, o experimento comprovou o que diversos estudos já indicavam: as emoções positivas duram mais quando estamos engajados em ações que nos trazem algum desafio e, ao mesmo tempo, aumentam nosso senso de contribuição.

Na verdade, esse e outros experimentos similares indicam que somos mais felizes quando contribuímos positivamente com outras pessoas do que quando buscamos exclusivamente a gratificação pessoal.

Em resumo: você encontra o seu “melhor eu” quando sai um pouco de si mesmo e se volta para os outros. Isso vale para todos nós, eu, você, nossos amigos e familiares.

Entre em ação!

Ao longo da semana, participe de uma atividade apenas por prazer e de outra atividade apenas para ajudar alguém.

Após realizar as duas atividades, responda:

  1. Qual foi a atividade que você fez puramente por prazer?
  2. Qual foi a sua atividade filantrópica?
  3. Você consegue identificar semelhanças no modo como você se sentiu ao realizar as duas atividades? Quais?
  4. Você consegue identificar diferenças no modo como você se sentiu ao realizar as duas atividades? Quais?
  5. Supondo que você tenha sentido emoções positivas em relação a ambas as experiências, qual das atividades gerou emoções positivas mais duradouras? Por que você acha que isso aconteceu?

Agora deixarei aqui algumas dicas para você realizar pequenas ações solidárias que são capazes de transformar pessoas e circunstâncias.
• Separe roupas e outros objetos para doação
Com certeza, você deve ter em seu guarda-roupa alguns itens que não são mais usados. Então, que tal dar um destino muito mais útil a eles? Procure instituições que recebam doações e ajude quem precisa.
• Seja um doador de sangue
Você pode ajudar a salvar vidas doando sangue. Os bancos precisam ser repostos constantemente. Por isso, sempre necessitam de mais doadores, mas antes de doar, é importante consultar os critérios para saber se você realmente pode contribuir desta forma.
• Apoie novos hábitos de colegas e familiares

As pessoas com as quais você convive estão preocupadas com a qualidade de vida e costumam ter iniciativas, mas não conseguem persistir na adoção de novos hábitos? Você pode ajudar, incentivando-os a continuarem nessa investida.
Contribua com palavras de conforto e apoio. Mostre positividade e engaje-os, demonstrando que acredita na conquista deles.

Aproveitando que estamos falando de boas ações, convido você a conhecer o Projeto SEMEAR, da SBCOACHING Social, que começou com um grande sonho meu e do meu sócio, Villela da Matta, de contribuir com o desenvolvimento humano.